O Sexo e a Onda Romântica

Sem o componente sentimentalista da “onda romântica” — movimento que relacionou sexo e morte, entre outros sentimentos subjetivos exacerbados — a sexualidade é indissociável do plexo neuroafetivo distintivo da classe dos animais mamíferos, uma espécie de instinto especializado. O fazer sexual contaminou a civilização antes mesmo do surgimento do mito adâmico e antes que as surubas das hordas primitivas cedessem às regras do bom convívio exigidas nas polis.

Mas a pasmaceira dos apertos de mãos e sorrisos forçados na mornidão da luz do dia eram apenas cinzas que encobriam brasas que jamais se apagariam, não do instinto básico, mas da velha nova doença incurável, legitimada pelo veio onipotente da filosofia e das ciências, reforçada com a repressão da moral religiosa na aplicação das leis — a posteriori seculares — e utopias psicologistas.

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