Abre-me à terra seu chão de céu,
no subsolo raízes duras abraçam meu solo coração.
Chega a casa, cheirando à rua,
das solas das suas “over the knee”, migalhas da noite viscosa
descola com tampa de caneta “Bic”, retoca o lábio pernas em quatro
e lança ao lixo grudentas placas de suco verde de sangue com chicle,
restos de outros poetas que conformaram-se em sextilhas
e.
Fujo da febre das palmas e dos palcos,
visto prata, não doirado,
a meio passo do sol do paraíso ouço que a lua é morta,
à meia-noite, do outro lado,
e foi graça a mim concedida acompanhar sua Via Láctea.
Confia no sol para que a verdade da noite não a destrua
e você não sabe da crueza da noite, quando noite cã.
Eu sei.
Você lembra daquela luz fria a meio palmo em breu?
Era eu, sua estrela da manhã.
