Carapuça minha, minha claraputa,
cadela viciada de erguer o rabo.
Rusga nos reimosos lábios — lambuzei-lhos;
rasga a burca na buça e revolve olhares de vidro.
Curta, ih!, surta… depois me serve um mijado
da sua boca peluda.
Sífilis, não.
Clamídia, não.
Apenas o suco suado e são.
E o cão que te enterra o cabo
na catinga dos quartos de cabra.
Cachorro te cheira.
Cachorro te lambe.
Outro te mete.
Vira-lata te estranha.
Sem dono te segue e depois te abocanha.
E cheia de sanha na tua boceta canha
fede à fêmea molhada,
esse teu saco de pulgas que tomas por corpo,
teu fartum de égua que rescende a légua.
E nem banhos, nem unguentos,
tosa, talco, escova,
fita vermelha, Creolina ou lamentos.
Esse teu cheiro não vem do exagero,
nem dos muitos engates com pintos inchados.
Almíscar de macho, vem do bodum que ignoras,
inhaca dominante, território demarcado
dos teus lábios lambuzados, à alma e ao cabo.
De quem morde e maltrata às cabeçadas, podes supor:
é do teu bode que vem teu fedor.
