Cascos

Seus pés já estão mais pra cascos de bode,
duros e fendidos,
eu tive que fazer força para derramar meu orgasmo
que escorreu das suas pernas peludas ao leito
e eu fiz força para não ver
no tipo de demônio que você se transformou;
meu amor obriga-me a tragar
seu hálito de enxofre
que escapa dos vãos dos seus dentes amarelos
e eu tive que conter seu rabo no meio das minhas pernas
em comunhão com aquele seu órgão proscrito
e eu fui obrigada a deixar você chupar minhas esquinas,
meus becos, meus charcos, meus cachos, minhas chuvas,
minhas línguas e úvulas
e ver minha alma sendo dominada, arrastada e sugada
por livre e espontânea vontade.

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