Da série Tarô
Breve descuido e a menina se perdeu, a mão firme que apertava sua mãozinha com segurança sumiu e agora uma mão estranha a conduzia por aquele mundo confuso, um guia totalmente desconhecido.
– Pra onde vamos, moço? Quase chorando.
Silêncio.
– Quem é você? Choro.
– Zabrimo ès 5 otrermss 7.
Foi uma memória perfeita, uma cena revivida em detalhes.
Acabou de gozar, esfregou o clitóris com mais vigor e a porra escorreu do ânus, lambuzou os lábios da buceta e misturou-se à lubrificação no grelo. O pau do visitante ainda dentro, sentia os jatos e a musculatura do seu interior expandindo e contraindo, dilatadas pela força fálica, enquanto o membro perdia seu vigor. Saiu dali mancando, um fio serpenteava do meio de suas pernas trêmulas, descendo, escorrendo, até secar-se no tornozelo. Segurava os sapatos nas mãos.
Quem era aquele estranho moço a guiar-lhe naquela recordação?
Um ranço de prazer sentia dentro, umas pequenas contrações. Todos os sonhos conquistados, estava no topo da mulher livre e civilizada.
Quem poderia pôr abaixo sua torre, tão fortemente alicerçada na realidade?