Entre farmácias e temperos
singrou o mar do pensamento até perder-se
no azul profundo da memória.
Pensamento é mar e vento, veleiro sem asas;
vento é vaga de ar e vai,
ir para águas longes, vaza.
Pensar e mar: oceanos.
Ocultam sob o espelho d’água correntezas.
Depois, calmaria
e o nome do filho é tesouro submerso,
o nome do pai, seu reflexo no espelho, o caminho de casa,
o último segundo leso e todas as últimas horas
dormirão em navios fantasmas,
na companhia de corais e outros túmulos.
